ANGOLA: IMPUGNEMOS JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS

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ANGOLA: IMPUGNEMOS JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS
Por: Prof. N’gola Kiluange

*Quem cala consente, assim diz o velho adágio!

Washington D.C – Se nos mantermos mudos ou surdos perante as atrocidades que as forças do regime de José Eduardo dos Santos têm cometido contra cidadãos indefesos em Cabinda, principalmente, seremos todos cúmplices de crimes contra a humanidade.

A questão de Cabinda não se resolve através do uso de táticas selváticas herdadas durante a guerra contra o colonialista português: assassinatos somatórios, estupros, envenenamento, decapitação de corpos, corrupção de fulano ,sicrano e beltrano,etc.

Se não pormos fim as apetências de enriquecimento ilícito e desenfreado de Eduardo dos Santos e seus comparsas mais directos, acabaremos por permitir que a “mini-guerra” de Cabinda se espalhe por todo nosso território nacional…

No entanto, foram com essas táticas selváticas que Eduardo dos Santos e seus comparsas usaram os nomes dos supostos fraccionistas do 27 de Maio de 1977 para legitimarem a “caça das bruxas” e sacrificarem as vidas de cidadãos indefesos que apresentavam ideias contrárias em oposição.

Resultado, muitos de nós terminaram em valas comuns ou viram os seus corpos doados aos corcodilos ou ainda decapitados completamente!!!

E por vários anos evitamos falar abertamente sobre essa tragédia humana, porque os seus instigadores sempre assim a quiseram manter: silenciosa!

É precisamente nos trágicos acontecimentos do 27 de Maio de 1977 que a cultura da impunidade assume uma forma de terrorismo de estado, quer dizer… todas as estruturas do Estado foram utilizadas para aterrorizarem cidadãos pacatos e indefesos…
Nessa mesma altura, foi também desbaratada toda articulação da sociedade civil – os apologistas literatos da independência nacional haviam abandonado Angola, deixando para trás António Agostinho Neto e os semi-analfabetos políticos, parasitas e oportunistas!!!

Assim, a morte súbita de Agostinho Neto em 10 de setembro de 1979 serviu como afirmação para José Eduardo dos Santos e os seus comparsas mais directos dentro do nosso xadres político.
De acordo com altos oficias da nossa contra inteligência, quando Eduardo dos Santos subiu ao poder, activou um forte grupo de esquadrão da morte que operava em Luanda sob o controle da presidência da república.

Esse grupo, ainda hoje existente, é responsável pela morte de vários cidadãos nacionais ou estrangeiros … dentro ou fora de Angola…
Nas nossas fracassadas primeiras eleições de 1992, o esquadrão da morte respondia apenas e exclusivamente ao chefe da Casa Militar, general «Kopelipa».

Na vã tentativa de prender o líder da UNITA , e … apercebendo-se que este já havia abandonado Luanda, o esquadrão da morte acaba por assassinar covardemente uns dos melhores quadros deste e de outros partidos da oposição… e lá foram sacrificadas, uma vez mais, vidas de muitos cidadãos indefesos.

De acordo com dois generais da nossa contra-inteligência, hoje o esquadrão da morte actua como uma força para militar composta essencialmente por ex-elementos da guarda presidencial…
Em Cabinda e nas Lundas, principalmente, esse grupo é responsável pelo assassinato, envenenamento e raptos de líderes e cidadãos indefesos locais.

O que o exército angolano não é capaz de fazer por causa da sua composição estrutural, o esquadrão da morte aparece para “limpar” todos e tudo, incluindo perseguições e aterrorizações de refugiados cabindenses nos territórios do República Democrática do Congo (ex-Zaire) e República do Congo.
Urge, assim, a necessidade da realização de uma conferência nacional com a participação e cidadania de todas “forças vivas da nação…
O nosso auto-proclamado presidente da República já há muito perdeu o direito de residir no nosso Palácio Presidencial, por falta de credibilidade moral, cívica, desrespeito à dignidade humana dos cidadãos angolanos,violação impiedosa à nossa Constituição, etc.
É tempo de dizer, definitivamente, “NÃO!, e impugnarmos imediatamente José Eduardo dos Santos!
Prof.N’gola Kiluange
Prof.kiluangenyc@yahoo.com
Washington D.C

Author: angolatransparency

-Impulsionar os cidadãos angolanos a questionarem como o erário público é gerido e terem a capacidade de responsabilizar os seus maus gestores de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição da República --Boost the Angolan citizens to question how the public money is managed and have the ability to blame their bad managers in accordance with the principles laid down in the Constitution of the Republic-------------- Prof. N'gola Kiluange (Serafim de Oliveira)

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