Angola: A Mão Invisível Russa na Nossa Classe Castrense

Angola : A Mão Invisível Russa na Nossa Classe Castrense

Washington D.C —Aumentam-se as preocupações nos diversos sectores da sociedade civil, religiosa, fazedores de opinião nacionais e estrangeiros,inclusive até responsáveis políticos locais, sobre o período pós-eleitoral.

Independentemente das suas respectivas intenções, todas e quaisquer actuais ações governamentais (unilaterais ou multilaterais) produzem sempre resultados negativos ou positivos em função dos objetivos preconizados.

Angola, por mais incrível que pareça, ainda continua subordinada a uma influência sutil da classe castrense. Basta reparar as ostentações aparatosas e extravagantes dos “oligarcas tiranos” e “gastadores” para compreendermos o poder penetrante e de fixação da influência militar em todas as esferas sociais.

Mas é precisamente em tal «classe» que a Rússia, fruto de uma longínqua amizade partidária entre o MPLA e o antigo Partido Comunista Soviético (PCUS), através da sua mão invisível, joga um papel de cobrador de dívidas morais. Que dividendos políticos os russos têm sobre os nossos  «camaradas», é certo que nem os demônios nos podem revelar.

Contudo, a exposição mediática e as fortes contestações civis relativas a má gestão de recursos públicos, corrupção passiva e activa estão a forçar os militares a retrair ou abdicar dos cargos públicos. 

Essas decisões resultam precisamente por muitos desses oficiais de alta patente, após a aquisição e utilização de bens ilícitos, se tornarem num risco muito alto para o partido governante. Vem daí, por exemplo, quem dos quais pertence a categoria das pessoas politicamente expostas.

A corrupção interna e a influência da Rússia criaram graves discordâncias no seio do partido no poder angolano, onde os sectores militares têm influência política. Como as ações do poder militar têm afetado a coesão interna do MPLA e as estruturas estatais na luta contra a corrupção ou fomento de ambiente de bom negócio,só Deus sabe.

 O eixo russo-militar tem agora a estratégia de governar nos bastidores através de uma imposição política de mulheres candidatas, isentas de registos criminais, sob o pretexto de promover mulheres a cargos governamentais de topo.

O parlamento nacional poderia continuar a servir de abrigo seguro para a classe militar não só por questões de benefícios de imunidade, mas também promover activamente a aprovação de leis dos seus próprios interesses. 

Acima de tudo,o maior perigo de instabilidade pós-eleitoral reside no facto do Presidente da República ter recorrido aos préstimos de militares superiores de conduta social questionável —para a sua campanha de reeleição.Muitos desses efectivos militares participaram e contribuíram substancialmente para o desfecho de prévias eleições suspeitas de fraude e outras irregularidades detectadas.

Serafim de Oliveira

Washington D.C 

Prof.kiluangenyc@yahoo.com

Angola: the invisible Russian hand in our military class

Washington D.C —Concerns are growing across the sectors of civil society, Angolan religious culture, national and foreign opinion and decision-makers, and even local politicians concerning the post-election period.

However, regardless of intentions, most current governmental actions, unilateral or multilateral, often produce results that, while positive or adverse, depend on the preconceived objectives.

Incredibly, Angola remains subordinate to the subtle influences of the military class. We need only notice the ostentatious and extravagant displays of the “tyrant oligarchs” and “spendthrifts” to understand the pervasive and fixating power of military influence across social and political spheres.

Notably, this influential Angolan military “class ” is a sector with a well-established distant and partisan relationship between the Angolan MPLA and the former Soviet t Party (PCUS). Using a somewhat hand,Russia plays the role of a moral debt collector in Angolan affairs.

Without knowledge of the political dividends the Russians reap from influencing our internal military “comrades, it appears that even the “demons” cannot reveal their full power over us. Nonetheless, media exposure of these problems and strong civilian protests regarding the mismanagement of public resources, are pressuring the passive and active corruption to force the military to withdraw from public office and societal affairs. 

These military’s decisions to recede from public influence have resulted partly from the public knowledge of the many high-ranking officials who have used illicit assets; therefore, they become risky to the ruling party. It stems from these individuals,, for example, those who belong to a politically exposed group.

Internal  corruption and the influence of Russia have created severe disagreements within the Angolan ruling party, where military sectors have political influence.

The full effects of how the military’s actions and Russian encouragement of corruption have affected the internal cohesion of the MPLA and state structures, thus, impeding the fight against corruption and fostering an open and honest business environment, remain unknown.

The Russian-military axis now has the strategy to rule behind the scenes through a political imposition of women candidates, exempt from criminal records, under the guise of promoting women to top government positions.

However, the national parliament could likely continue to serve as a haven for the military class not only for immunity benefits but also actively promote the passage of laws of their interests.

Moreover, a great danger to post-election instability lies with the President of the Republic, who has called upon senior military personnel with questionable social conduct to participate in his re-election campaign. Several notable military officials have contributed significantly to fraud and other election irregularities.

Author: angolatransparency

-Impulsionar os cidadãos angolanos a questionarem como o erário público é gerido e terem a capacidade de responsabilizar os seus maus gestores de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição da República --Boost the Angolan citizens to question how the public money is managed and have the ability to blame their bad managers in accordance with the principles laid down in the Constitution of the Republic-------------- Prof. N'gola Kiluange (Serafim de Oliveira)

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